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Floresta Viva avança na certificação de créditos de carbono em projetos envolvendo manguezais

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Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil Bragança (PA), 13/06/2025 – Manguezal da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu.

BNDES estrutura modelo para reduzir custos, facilitar certificação e integrar iniciativas comunitárias de restauração no litoral brasileiro

O Floresta Viva, programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social voltado à restauração ecológica em biomas brasileiros, deu um novo passo para viabilizar a certificação de créditos de carbono em projetos de menor porte. Durante a COP30, foi lançado um termo de referência para contratar uma consultoria especializada que irá conduzir as etapas de certificação de um projeto de carbono agrupado no âmbito do edital Manguezais do Brasil, desenvolvido em parceria com a Petrobras.

O Funbio, parceiro gestor do programa, receberá propostas até 12 de dezembro. A consultoria selecionada terá até trezentos e sessenta e cinco dias para estruturar o modelo de certificação. A abordagem agrupada permite integrar diferentes iniciativas comunitárias em um único projeto, reduzindo custos e tornando mais acessível a geração e a comercialização de créditos de carbono.

O edital Manguezais do Brasil apoia oito projetos distribuídos pelo litoral, com investimento de cinquenta e três milhões e trezentos mil reais. As ações contribuem para a captura de carbono azul, armazenado em ecossistemas marinhos e costeiros como manguezais e restingas.

Segundo Marcus Cardoso Santiago, chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, a expectativa é que os créditos de carbono ajudem a sustentar a restauração por três décadas. A consultoria deverá elaborar o documento de design do projeto, detalhando escopo e objetivos, além de produzir materiais técnicos para apoiar iniciativas comunitárias de carbono azul.

Mercado de carbono e novas iniciativas

No mercado de carbono, projetos de preservação e restauração geram créditos que podem ser adquiridos por empresas interessadas em compensar emissões. Cada crédito equivale a uma tonelada de dióxido de carbono neutralizada.

Durante a COP30, também foi anunciada a criação da Ecora, certificadora brasileira de créditos de carbono, uma parceria entre o BNDES, o Bradesco e o Fundo Ecogreen, com apoio técnico da Aecom.

Sobre o Floresta Viva

Criado para impulsionar a restauração ecológica com espécies nativas e sistemas agroflorestais, o programa já mobilizou cerca de quatrocentos e setenta milhões de reais. Os recursos são provenientes do Fundo Socioambiental do BNDES, de parceiros públicos e privados e do Banco de Desenvolvimento Alemão.

O Funbio atua como parceiro gestor da primeira fase. Quinze editais já foram lançados desde 2021, incluindo Manguezais do Brasil, Amazonas, Bacia do Rio Xingu, Caatinga Viva e Florestas do Rio.

Segundo Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, a restauração cria alternativas econômicas sustentáveis para as comunidades locais, reduzindo pressões que alimentam práticas predatórias.

O Floresta Viva recebeu o Prêmio Alide 2024 pelo modelo inovador de gestão e articulação entre diferentes setores.

Na segunda fase, o Floresta Viva 2025 terá foco no Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica, com aporte inicial de cem milhões de reais e meta de alcançar duzentos e cinquenta milhões com a adesão de novos parceiros.

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