Simpress mostra como revitalização de equipamentos pode reduzir resíduos e prolongar a vida útil da tecnologia
O Brasil é o quinto maior gerador de lixo eletrônico do mundo, segundo a ONU. São cerca de 2,4 milhões de toneladas descartadas por ano, mas menos de três por cento recebe tratamento adequado. Em um cenário de digitalização acelerada e renovação constante de equipamentos, iniciativas estruturadas de economia circular tornam-se essenciais para frear o avanço do problema.
Grande parte desse resíduo vem do setor corporativo. Equipamentos fora de uso costumam ficar armazenados por anos ou ser descartados sem rastreabilidade, o que aumenta o impacto ambiental e desperdiça recursos valiosos. Com isso, cresce a necessidade de modelos que unam eficiência, segurança da informação e redução de resíduos.
Entre as empresas que têm avançado nessa agenda está a Simpress, que adotou a revitalização e o reuso como pilares de sua operação. No último ano, a companhia registrou crescimento de 87,6% na expedição de equipamentos sustentáveis, passando de oito mil e novecentas unidades, em 2023, para dezesseis mil e setecentas, em 2024. O movimento impulsionou um investimento de dois milhões e quinhentos mil reais para ampliar o centro de serviços, agora capaz de processar até mil e setecentos dispositivos por dia, tornando-se um dos maiores hubs de revitalização de TI do país.
Essa expansão atende tanto à renovação dos parques tecnológicos corporativos quanto ao mercado de equipamentos revitalizados, que voltam ao uso com garantia, suporte técnico e alto padrão de qualidade. Para 2025, a expectativa da empresa é crescer mais sessenta e cinco por cento no volume de aparelhos recondicionados, acompanhando a demanda por soluções sustentáveis e economicamente viáveis.
Para Georgia Rivellino, diretora de marketing e produtos da Simpress, prolongar o ciclo de vida da tecnologia é uma estratégia direta para reduzir impactos ambientais. Ela explica que retornar um equipamento ao uso é, sempre que possível, a melhor destinação. A empresa também reforça metas ESG ao neutralizar as emissões de carbono geradas pelo consumo de energia dos equipamentos utilizados pelos clientes, com objetivo de neutralizar cem por cento da base até 2030.
Embora iniciativas como essa avancem, o desafio permanece enorme. Com uma taxa de reciclagem inferior a três por cento e milhões de aparelhos descartados anualmente, modelos robustos de economia circular deixam de ser diferenciais e passam a ser necessidade. Ao estender a vida útil dos equipamentos, reduzir resíduos e otimizar custos, a revitalização mostra um caminho eficiente e possível para um país que ainda precisa evoluir muito em sustentabilidade tecnológica.
