Psicopedagoga e especialista em sustentabilidade dialoga sobre meio ambiente, biodiversidade e efeito borboleta em projeto literário para crianças
O que acontece quando uma menina acorda no corpo de uma lagarta? Essa é a cena inicial de Atequenfim: o despertar de uma caixa cor-de-rosa, de Paula Mazzola. Durante as férias no sítio dos avós, Clara cria uma casinha de madeira para insetos e, a partir daí, embarca em uma jornada inesperada que a aproxima dos bichos e da vida no solo. Para voltar ao mundo que conhece, recebe ajuda de louva-a-deus, tatu-bola, caracol, formiga e outros personagens.
A experiência fantástica serve como porta de entrada para temas como biodiversidade, interdependência entre espécies e responsabilidades humanas. A protagonista percebe que cada ação tem impacto no ecossistema, como um efeito borboleta: pequenas escolhas podem transformar o futuro. O livro usa simbolismos simples para comunicar ideias complexas. A minhoca representa raízes e regeneração. A cigarra, com seu canto insistente, simboliza o ato de ouvir a própria voz.
O título inaugura uma trilogia que inclui Atequenfim: a vida fora da caixa e Atequenfim: a vida livre dentro e fora da caixa. As obras também fazem parte do Projeto RegenerAÇÃO, criado em parceria com Secretarias da Educação e do Meio Ambiente para aproximar estudantes das redes municipais de São Paulo das práticas ecológicas.
Há duas versões publicadas: uma para leitores iniciantes e outra para crianças a partir de sete anos. Ambas mantêm a ideia central de aventura e descoberta, adaptando linguagem e formato.
Ficha técnica
Atequenfim: o despertar de uma caixa cor-de-rosa — 0 a 6 anos
ISBN: 9786587103105
Páginas: 77
Preço: R$ 44,00
Onde comprar: Leitura
Atequenfim: o despertar de uma caixa cor-de-rosa — 7+
ISBN: 9786587103082
Páginas: 133
Preço: R$ 53,00
Onde comprar: Leitura
Sobre a autora
Paula Mazzola é psicopedagoga e pós-graduada em Educação para a Sustentabilidade e Regeneração. Idealiza o projeto RegenerAção em São Sebastião, vencedor do Prêmio AMVALE/2024 de Gestão Responsável – ODS 18, e fundou a Astera, rede catalisadora de iniciativas socioambientais. Atua há mais de duas décadas com filantropia, diversidade e meio ambiente. Vem de uma família de escritores: é sobrinha-tataraneta de Euclides da Cunha.
