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Do ferro-velho ao palco corporativo: 5 anos do projeto Da Sucata ao Everest consolidam Aretha Duarte como referência em palestras para empresas

Parede de escalada no Parque Linear do Mingone: um projeto da Aretha Duarte para sua cidade natal, Campinas-SP.

Da coleta de 130 toneladas de recicláveis ao topo do Everest em plena pandemia. A jornada que uniu propósito, disciplina e método tornou-se um conteúdo aplicado para equipes e lideranças.

Luvas nas mãos, máscara no rosto e olhos atentos para separar cada lata, cada garrafa. Foi nos pátios de recicláveis que Aretha Duarte começou a financiar um sonho improvável. Depois de doze meses e 130 toneladas coletadas, a montanhista chegou ao topo do Everest em 2021. Cinco anos depois, a história que inspirou o país é compartilhada em palcos corporativos para tratar de planejamento, resiliência, segurança e cultura. “A virada não foi o Everest em si, foi a disciplina diária. Esse processo me levou para o palco das empresas”, conta.

Aretha tornou-se a primeira mulher negra latino-americana a alcançar o ponto mais alto do planeta. O projeto Da Sucata ao Everest abriu espaço para conversas essenciais sobre diversidade, inclusão e oportunidades reais. “Meu papel é inspirar pessoas mostrando que propósito e resiliência podem transformar vidas, empresas e comunidades”, afirma.

A narrativa ganhou uma camada prática. A montanhista fala sobre gestão de risco, liderança situacional, tomada de decisão sob pressão e comunicação. Na montanha e no trabalho, segurança é inegociável. “No Everest a meta é simples: voltar para casa. Nas empresas, o princípio é o mesmo: resultado com responsabilidade”, resume.

Entre os temas mais buscados estão Poder Interno Bruto, ESG, empreendedorismo, conquistas coletivas, economia circular, representatividade e liderança.

O novo treinamento Todas no Topo, previsto para março de 2026, será dedicado ao protagonismo feminino em montanhas e empresas. O programa reúne trilhas formativas, mentorias e experiências práticas. O objetivo é conectar performance, autonomia e diversidade.

A didática de Aretha nasceu antes da fama. A coleta de recicláveis foi laboratório de negociação, logística e coordenação. “No ferro-velho aprendi a ler cenário, formar parcerias, negociar preço e coordenar rotas. Era logística, era finanças, era gente. Esse repertório virou método”, diz.

A história completa aparece na biografia Da Sucata ao Everest. Nos encontros com empresas, Aretha integra episódios do livro com dinâmicas simples, reforçando que cultura de segurança e respeito se traduzem em rituais. “Não existe cume sem equipe. A conquista é coletiva. Liderança é preparar pessoas para performar com autonomia e cuidado.”

O resultado de cinco anos é claro no palco. Uma narrativa potente e um método com passos, métricas e responsabilidades. “Meu convite é direto. Definam o seu Everest, estabeleçam seus pilares e caminhem com constância. A altitude vem como consequência”, conclui.

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