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Instituto Arara Azul engaja comunidade na conservação das Araras Canindé e monitora 69 ninhos com drones

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Apoio da ADM fortalece ações de manejo e educação ambiental em Campo Grande

As araras-canindé são símbolo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde a população reprodutiva é estimada em até setecentos indivíduos. Desde 2011, o Instituto Arara Azul monitora ninhos espalhados pela cidade para favorecer a convivência das aves com a vida urbana. A iniciativa ganhou um novo impulso em agosto de 2024, quando passou a contar com o apoio da ADM. Na última estação reprodutiva, em oito meses, foram realizados 353 monitoramentos. Setenta e três por cento dos ninhos manejados foram ocupados pelas araras-canindé, resultando no nascimento e voo de noventa e dois filhotes.

A arborização de Campo Grande, com árvores frutíferas e resquícios de vegetação de Cerrado, favorece a presença da espécie, com oferta de ninhos naturais em palmeiras mortas. Além do manejo, o projeto Aves Urbanas-Araras na Cidade estuda as relações ecológicas da arara-canindé com o ambiente urbano e realiza ações de conscientização com apoio da população e das escolas.

O monitoramento dos ninhos passou a utilizar drones, que permitem checar as condições de forma mais rápida. Tablets foram adotados para registro direto dos dados no campo, acelerando análises e relatórios. Dos sessenta e nove ninhos monitorados, vinte e três são novos registros cadastrados no período. O projeto também desenvolve um estudo de iniciação científica com inteligência artificial, testando um modelo de identificação individual das aves. Mais de oitenta filhotes já tiveram imagens coletadas.

“A iniciativa mostra que cidades arborizadas, como Campo Grande, conseguem abrigar diversos exemplares da fauna silvestre. O apoio da comunidade é essencial para os cuidados com a espécie. É uma cidade de um milhão de habitantes que se tornou um refúgio para as aves, o que prova que é possível conciliar conservação e desenvolvimento urbano”, afirma Larissa Tinoco, bióloga e coordenadora de campo.

O projeto também promove ações educativas, encontros para turismo de observação e pesquisa sobre dieta, distribuição, relação com outras espécies e indicadores sanitários. No último ano, foram registradas quatro espécies ocupando os ninhos: arara-canindé, arara-vermelha, maracanã-de-cara-amarela e periquitão-maracanã. A equipe recebe chamados de moradores quando encontram animais machucados ou parados por tempo prolongado. Nessas situações, as aves são realocadas ou encaminhadas para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres.

Comunidade unida pela conservação

Para o próximo ciclo, até junho de 2026, estão previstas ações em dez cursos para formação de multiplicadores, com foco em planos de ação junto a diferentes públicos. “Queremos gerar informação científica acessível e fortalecer o conceito de ciência cidadã. A segunda fase do projeto vai ampliar a base do trabalho, empoderando multiplicadores”, afirma Eliza Mense, diretora executiva do Instituto Arara Azul.

A meta é treinar cento e cinquenta voluntários, beneficiar mais de 7.500 jovens e criar dez planos de ação voltados à conservação das araras urbanas. O projeto também contribuiu para leis e políticas ambientais locais, tornando-se referência de integração entre ciência, educação e poder público.

“Essa parceria reflete nosso compromisso de gerar impacto positivo nas comunidades onde estamos presentes. Campo Grande abriga duas unidades da ADM. Apoiar a preservação da ave símbolo da cidade e multiplicar conhecimento sobre fauna é uma grande satisfação. A iniciativa mostra a importância do engajamento coletivo para soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável”, destaca Paloma Carrilli, gerente de sustentabilidade da ADM no Brasil.

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