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Mercúrio, saúde e meio ambiente: os riscos de descartar lâmpadas fluorescentes de forma incorreta

A exposição ao mercúrio é silenciosa, tóxica e pode atingir comunidades inteiras quando lâmpadas fluorescentes são descartadas no lixo comum. Em 2025, o tema ganhou destaque com a Portaria nº 693, publicada em outubro, que reforça a necessidade de rigor no destino desse tipo de resíduo justamente por conter mercúrio, metal pesado altamente tóxico.

Quando uma lâmpada contendo mercúrio vai para o lixo comum ou reciclável, ela pode quebrar e liberar vapores e partículas que contaminam o solo, os lençóis freáticos e até os rios. Essa contaminação pode se acumular na cadeia alimentar e trazer impactos para plantas, animais e seres humanos. Os riscos são conhecidos: a Convenção de Minamata – da qual o Brasil é signatário – foi criada após episódios graves de intoxicação ambiental, como o caso da cidade japonesa que deu nome ao acordo.

Nesse contexto, o trabalho da Reciclus se torna essencial. A entidade é responsável por operacionalizar a logística reversa de lâmpadas com mercúrio em todo o país, coordenando as etapas para que cada unidade descartada chegue com segurança às empresas homologadas que fazem o tratamento e a descontaminação.

A Reciclus conecta consumidores, comércio, fabricantes, transportadores e recicladoras, seguindo padrões rígidos de segurança e conformidade ambiental. Para facilitar o acesso, mantém quase quatro mil Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) instalados em estabelecimentos comerciais. Também opera um serviço de coleta itinerante para municípios com menos de vinte e cinco mil habitantes e regiões sem PEVs, garantindo atendimento mesmo em áreas afastadas.

O transporte e a destinação final são realizados por empresas licenciadas e treinadas. Em paralelo, o Programa Reciclus Educa promove ações de educação ambiental, disseminação de conhecimento e incentivo a práticas responsáveis de descarte, aproximando a sociedade do tema e reforçando que pequenas atitudes geram grandes impactos.

Como realizar o descarte correto

A participação da população é decisiva para que a logística reversa funcione. O primeiro passo é simples: separar as lâmpadas usadas e nunca colocá-las no lixo comum ou reciclável. Em seguida, basta levá-las a um PEV.

O processo de localização é rápido:

Para municípios com menos de vinte e cinco mil habitantes, a coleta itinerante leva o serviço à cidade. Prefeituras, secretarias de meio ambiente e instituições públicas podem solicitar atendimento, ampliando o acesso à destinação ambientalmente correta e protegendo a saúde das pessoas e do meio ambiente.

Conheça mais materiais do Programa Reciclus Educa:

A Cartilha do Bem: aprendendo a cuidar do meio ambiente

Revista em quadrinhos Turma da Mônica: Uma ideia brilhante

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