Vida Mais Sustentável

Projeto forma mais de 360 jovens em tecnologia e amplia inclusão com foco em desenvolvimento sustentável

Iniciativa Meu Primeiro Site envolve estudantes da Zona da Mata mineira e inclui jovens da comunidade quilombola de Goiabal

O programa Meu Primeiro Site, criado para introduzir adolescentes de escolas públicas ao universo da tecnologia, formou mais de trezentos e sessenta jovens e ampliou a inclusão digital na Zona da Mata mineira. A iniciativa é realizada pela Junior Achievement Minas Gerais em parceria com o Instituto Energisa e oferece trinta horas de formação em HTML e CSS no contraturno escolar. Nesta edição, cento e quarenta e sete estudantes participaram do curso, incluindo jovens da comunidade quilombola de Goiabal, que vive processo de reconhecimento oficial.

O projeto teve início em Cataguases, atendendo quatro escolas, e hoje alcança todas as unidades públicas da cidade, além de colégios em Santana de Cataguases e Dona Euzébia. Com a expansão, o programa adotou um modelo híbrido para atender comunidades com menor letramento digital. Em Goiabal, parte dos alunos teve o primeiro contato com computadores durante o curso. A metodologia combina aulas online com apoio local de voluntários e desenvolve habilidades técnicas e interpessoais.

Os sites criados pelos participantes são inspirados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O propósito é aproximar os jovens do ecossistema de tecnologia e estimular a reflexão sobre desafios sociais e ambientais. Quarenta e cinco voluntários atuaram como instrutores e jurados.

Voltado à mobilidade social, o projeto busca fortalecer não apenas o conhecimento técnico, mas também habilidades de empregabilidade, como a criação de perfis profissionais. Cerca de trinta por cento dos alunos do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas do Rio Pomba Valley, principal programa de formação profissional da região, são egressos do Meu Primeiro Site.

Segundo Delânia Cavalcante, coordenadora de Investimento Social do Grupo Energisa, o curso funciona como porta de entrada para o setor. Ela destaca que o curso técnico tem taxa de empregabilidade de setenta e cinco por cento e que a formação inicial desperta vocações e incentiva novas trajetórias profissionais.

A participação feminina representa, em média, cinquenta a sessenta por cento dos inscritos. Entre as ex-alunas há casos de destaque, como Karina Alves Pinheiro, desenvolvedora na Energisa, e Ana Carolina Carvalho Theodoro, estudante da Universidade Federal de Ouro Branco. Outros egressos já atuam em áreas como cibersegurança e desenvolvimento de sistemas, e alguns retornaram como voluntários ao programa.

Para Jonatan Mendes, diretor-executivo da Junior Achievement em Minas Gerais, o desafio está além do domínio tecnológico. Ele explica que muitos jovens precisam superar barreiras culturais e de autoestima. O programa, portanto, atua no fortalecimento do protagonismo e na construção de confiança para que enxerguem a si mesmos como futuros profissionais da tecnologia.

Os alunos da edição de 2025 também podem acessar um curso online de empreendedorismo, que estimula a criação de projetos próprios e novas oportunidades de atuação. Entre os planos futuros estão formações introdutórias sobre criação de bots e uso de inteligência artificial, ampliando o alcance da iniciativa e o impacto nas comunidades atendidas.

Sair da versão mobile