Especialista da ACorporate aponta que cultura coletiva e participação dos moradores são decisivas para resultados ambientais e econômicos
Projetos de sustentabilidade em condomínios têm se tornado cada vez mais necessários, tanto pela economia gerada a médio e longo prazo quanto pelo impacto ambiental positivo. No entanto, para que essas iniciativas avancem de forma consistente, o engajamento dos condôminos é determinante. Para Leo Moreira, CEO da ACorporate, o principal desafio está menos na viabilidade técnica ou financeira e mais na construção de uma cultura coletiva voltada à responsabilidade ambiental.
Segundo o especialista, a transparência é o primeiro passo para conquistar a adesão dos moradores. A comunicação clara dos benefícios práticos, como a redução de custos operacionais, a valorização do imóvel e a melhoria da qualidade de vida, aliada à apresentação de dados concretos, contribui diretamente para o sucesso das iniciativas.
Outro fator decisivo é a criação de canais de participação. Assembleias com foco em sustentabilidade, enquetes digitais e comissões formadas por moradores tornam o processo mais democrático e fortalecem o sentimento de pertencimento dentro do condomínio.
A experiência prática da ACorporate reforça essa visão. Recentemente, a empresa assumiu a gestão de um grande condomínio residencial com um plano de sustentabilidade estruturado e metas claras. O resultado foi uma alta adesão dos moradores e o surgimento de contribuições vindas da própria comunidade. Também foram implementadas iniciativas voltadas às novas gerações, como a criação de síndicos mirins, estimulando a consciência ambiental desde cedo.
Para Leo Moreira, sustentabilidade vai além da adoção de tecnologias verdes. Quando o morador entende que faz parte da solução, pequenas mudanças de hábito se transformam em grandes resultados para o condomínio e para o meio ambiente.
Mais do que uma tendência, a sustentabilidade já se consolidou como uma demanda real da sociedade e um caminho sem volta para a gestão condominial.
