Solução desenvolvida em parceria com a Veolia para o Grupo Heineken combina biometano e biomassa certificados e prevê redução de mais de 97,5% das emissões na geração térmica da unidade até 2030
O Grupo Heineken avança na sua jornada de descarbonização no Brasil com a implementação de um modelo de fornecimento de bioenergia para a sua cervejaria de Jacareí (SP). A implementação, que até 2037 pode somar até R$ 460 milhões em fornecimento de combustível, prevê o uso de um modelo híbrido de energia que combina biometano e biomassa certificados, contribuindo para a redução das emissões associadas à operação industrial da companhia.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Veolia, empresa global em serviços ambientais, complementa outras frentes já adotadas pelo Grupo Heineken para uso de fontes renováveis na matriz energética industrial, como energia elétrica, já presente em todas as suas cervejarias. A solução energética será responsável pelo abastecimento das caldeiras da cervejaria de Jacareí e representa avanço na ampliação do uso de fontes renováveis na geração de vapor da operação, reduzindo a intensidade de carbono nesse processo.
A expectativa é que, até 2030, a iniciativa contribua para evitar a emissão associada à geração térmica em mais de 97,5% em relação ao cenário atual da unidade, resultando em aproximadamente 67 mil toneladas de emissões evitadas – o equivalente ao consumo anual de energia de cerca de 740 mil lares brasileiros.
O projeto integra duas fontes complementares, biometano e biomassa, ambas com certificação da Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB), referência internacional em critérios de sustentabilidade. Ao adotar um modelo híbrido, o Grupo Heineken amplia a resiliência de sua matriz energética industrial, combinando eficiência operacional, segurança no fornecimento e critérios rigorosos de origem responsável.
“Essa iniciativa vai além de uma melhoria operacional. Ela significa que os consumidores brasileiros poderão, cada vez mais, apreciar os produtos Heineken produzidos com energia renovável e uma menor pegada de carbono, mantendo a mesma qualidade, sabor e consistência que já conhecem e esperam do nosso portfólio. Esse é mais um passo para tornar escolhas mais sustentáveis parte do consumo no dia a dia, com impacto real por trás de cada garrafa e de cada copo”, afirma Ligia Camargo, diretora de sustentabilidade do Grupo Heineken.
Para viabilizar o projeto, o Grupo Heineken terá a Veolia como parceira, responsável pela engenharia, construção, operação e manutenção da infraestrutura para as caldeiras. O projeto já teve início e a previsão é de que a nova solução entre em operação de forma gradual, atingindo o funcionamento pleno em 2027.
“Este projeto é um exemplo concreto de duas empresas unindo forças para liderar, por meio de ações, a descarbonização industrial e um modelo de redução de emissões de CO₂ que prova que é possível combinar eficiência produtiva com desempenho sustentável. Ao fortalecer a segurança ambiental das indústrias no Brasil e responder a desafios operacionais e de sustentabilidade críticos, o projeto demonstra uma abordagem inovadora para a colaboração industrial”, destaca José Renato Bruzadin, diretor executivo de desenvolvimento de negócios na Veolia.
A projeção é de que a nova infraestrutura seja capaz de entregar 110 mil toneladas anuais de vapor, demonstrando que é possível atender às demandas operacionais de uma indústria de alto desempenho aliando operação ininterrupta com redução de emissões.
