Vida Mais Sustentável

Catalisador automotivo entra na economia circular após o fim da vida útil

Ciclo da reciclagem de um catalisador

Processo de recuperação permite manter metais nobres em circulação e reduzir a necessidade de novas matérias-primas

Presente no sistema de exaustão de veículos a combustão e híbridos, o catalisador automotivo tem a função de transformar gases poluentes em substâncias menos nocivas antes que sejam lançados na atmosfera. Ao chegar ao fim de sua vida útil, o componente ainda possui valor e pode retornar à cadeia produtiva por meio da recuperação de seus materiais.

O principal interesse da reciclagem dos catalisadores está nos metais nobres presentes em seu substrato interno, como platina, paládio e ródio. Esses elementos podem ser recuperados e reutilizados em diferentes aplicações, contribuindo para reduzir a dependência de matérias-primas provenientes da mineração.

“O catalisador automotivo é um exemplo claro de como a economia circular pode transformar um material que chegou ao fim de sua vida útil em uma nova fonte de recursos. Para que esse ciclo aconteça de forma adequada, porém, é fundamental que os catalisadores sejam destinados por canais oficiais, que garantam rastreabilidade, segurança e conformidade ambiental em todas as etapas do processo”, afirma Gabriel Cruz, gerente comercial da Umicore.

Além de produzir catalisadores automotivos, a Umicore realiza a reciclagem dos metais nobres presentes no componente. No Brasil, essa atividade é realizada na planta da empresa em Americana (SP), que recebe resíduos contendo metais estratégicos de diferentes origens. Os resíduos são homogeneizados antes da retirada de uma pequena amostra, que é então encaminhada para análise laboratorial para identificar e quantificar os metais de interesse. Após essa etapa, o material segue para a unidade de reciclagem de metais da Umicore em Hoboken, na Bélgica, onde os metais são recuperados por processos pirometalúrgicos e, posteriormente, refinados para retornar ao mercado.

Após serem recuperados e refinados, esses recursos podem ser utilizados na fabricação de novos catalisadores automotivos, catalisadores industriais, aplicações químicas e equipamentos eletrônicos. Globalmente, 65% das matérias-primas processadas pela Umicore são materiais secundários, reintroduzidos por meio da reciclagem. Em sua unidade global de reciclagem de metais, a empresa processa mais de 400 mil toneladas de matérias-primas por ano, provenientes de mais de 200 tipos de materiais, e recupera 17 metais diferentes.

A destinação do componente usado deve ser realizada por canais adequados para garantir a correta reciclabilidade e evitar perdas. O encaminhamento incorreto pode incentivar o mercado informal e comprometer a rastreabilidade da destinação ambiental. A Umicore recebe materiais de montadoras, empresas do setor automotivo, gerenciadores de resíduos e grandes empresas de sucata. Para pequenos volumes, a empresa orienta e indica parceiros homologados. Somente empresas previamente cadastradas e aprovadas no processo de compliance da Umicore podem realizar entregas, garantindo que os fornecedores atendam às exigências legais e ambientais.

“A reciclagem sustentável só se completa quando existe controle sobre toda a cadeia, desde o recebimento do material até o retorno dos metais à economia. Por isso, a destinação por canais oficiais é fundamental para garantir rastreabilidade e conformidade ambiental”, conclui Gabriel Cruz.

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