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Lançado edital de R$ 70,2 milhões para criação de núcleos de sociobioeconomia na Amazônia

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Foto: Fernando Sette

Iniciativa do MMA em parceria com a KfW e a FAS selecionará seis redes regionais

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), lançou o edital que vai selecionar seis redes regionais para a criação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em territórios estratégicos da Amazônia.

A chamada pública é a primeira ação do projeto Sociobioeconomia na Amazônia, que conta com aporte de R$ 70,2 milhões e possibilidade de apoio financeiro de até R$ 11,7 milhões para cada um dos seis territórios prioritários da Amazônia Legal: Altamira (PA), Portel (PA), Salgado-Bragantino (PA), Macapá (AP), Juruá-Tefé (AM) e Rio Branco–Brasileia (AC).

Segundo Bruna De Vita, diretora do Departamento de Políticas de Estímulo à Bioeconomia do MMA, o projeto tem duração de quatro anos e envolve investimento total superior a R$ 120 milhões, financiado pelo governo alemão. Ela destaca que os territórios foram definidos com base na presença de povos tradicionais, áreas protegidas, unidades produtivas e centros de ciência e tecnologia.

Os núcleos deverão reunir organizações comunitárias, cooperativas, empreendimentos locais, instituições de apoio técnico e instituições de ciência, tecnologia e inovação. Eles se tornarão referências regionais em assistência técnica, formação, gestão de negócios, comunicação e inovação produtiva. As inscrições estão abertas até 9 de janeiro de 2026, e o edital completo está disponível em fas-amazonia.org/sociobio.

O lançamento do edital ocorre em paralelo à assinatura do novo contrato entre FAS, KfW e MMA, que garante R$ 120 milhões para implementação do projeto, realizado pelo MMA com apoio do Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). A assinatura ocorreu no Barco Cultural Banzeiro da Esperança, em Belém (PA), com participação de lideranças comunitárias do Amazonas.

Jens Mackensen, chefe da divisão de biodiversidade e gestão sustentável de recursos para a América Latina do KfW, afirma que a instituição pretende seguir colaborando com o projeto e com o Poder Público brasileiro em prol do desenvolvimento sustentável da região. Ele destaca que a pressão pública a partir das cadeias produtivas, coletivos organizados e comunidades tradicionais contribui para atualizar políticas públicas e fazer com que cheguem aos territórios de forma eficiente.

A FAS atuará como agência implementadora, responsável pela execução técnica e financeira do projeto em colaboração com o MMA e acompanhamento do KfW. O investimento vai fortalecer a transição para uma economia amazônica sustentável e inclusiva, apoiando cadeias produtivas conduzidas por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Para Virgilio Viana, superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável, a iniciativa representa um dos maiores esforços já estruturados na região para integrar conservação ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social. Ele reforça que a sociobioeconomia é uma base estratégica para um novo modelo de prosperidade para os povos da floresta.

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