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Relatório consolida tendência de aquecimento global e pressiona por soluções técnicas

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Foto: Cienara Cândido/ Deputada Luciana

No Brasil, técnicos industriais registrados no Sistema CFT/CRTs são apontados como estratégicos no enfrentamento às mudanças climáticas

Dados divulgados pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia, confirmam o agravamento da crise climática global. De acordo com o relatório anual, 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, ficando atrás apenas de 2024 e 2023. A projeção dos cientistas indica que 2026 deverá manter a mesma trajetória, consolidando um período de três anos consecutivos de calor extremo sem precedentes.

Pela primeira vez, a média das temperaturas globais em um intervalo de três anos superou o limite de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, patamar definido pelo Acordo de Paris como referência para evitar impactos climáticos mais severos. O dado reforça a urgência de ações estruturais voltadas tanto à redução de emissões quanto à adaptação das infraestruturas.

Segundo o relatório, a principal causa do aquecimento contínuo é a atividade humana, especialmente a queima de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás. No Brasil, os efeitos já se manifestam de forma intensa, com secas prolongadas na Amazônia, ondas de calor recordes em regiões do interior e episódios de chuvas extremas que resultaram em enchentes em estados como São Paulo (SP), Bahia (BA) e Rio Grande do Sul (RS). Eventos climáticos severos, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR), também passam a fazer parte desse novo cenário.

Diante desse contexto, a transição para uma economia de baixo carbono e a adaptação dos sistemas urbanos e produtivos tornam-se prioridades. No Brasil, os técnicos industriais registrados no Sistema CFT/CRTs são apontados como profissionais-chave para transformar metas climáticas em soluções práticas.

Amparados pela legislação e por resoluções do Conselho Federal dos Técnicos Industriais, esses profissionais atuam diretamente na execução de projetos, na operação de sistemas e na implementação de tecnologias sustentáveis em áreas consideradas estratégicas para o enfrentamento da crise climática.

Na área de energias renováveis, técnicos em eletrotécnica, eletromecânica, automação industrial, energia renovável, eletrônica e mecânica participam da instalação, operação e manutenção de usinas solares e eólicas, contribuindo para a substituição gradual da matriz energética baseada em combustíveis fósseis.

No campo ambiental e do saneamento, técnicos habilitados em meio ambiente e saneamento atuam no tratamento de efluentes, no monitoramento de bacias hidrográficas e na gestão de resíduos sólidos, auxiliando na preservação dos recursos hídricos e na redução da poluição. Outras modalidades técnicas também se conectam a essas atividades de forma integrada.

Já nos processos industriais, profissionais das áreas de mecânica, eletrotécnica, eletrônica, química e automação industrial lideram a modernização de fábricas, promovendo eficiência energética, redução do consumo de insumos e diminuição das emissões de gases de efeito estufa ao longo da cadeia produtiva.

A profissão técnica industrial é normatizada pela Lei Federal nº 5.524/1968 e regulamentada pelo Decreto nº 90.922/1985. Entre as prerrogativas legais desses profissionais estão a condução da execução técnica de trabalhos, a assistência técnica em estudos e projetos, a coordenação de serviços de manutenção, a elaboração de projetos compatíveis com sua formação, a atuação como peritos quando o tema envolve sua especialidade e a emissão de Termos de Responsabilidade Técnica (TRTs).

Com a expectativa de que 2026 mantenha o planeta sob forte estresse térmico, especialistas destacam que a valorização desses profissionais deixa de ser apenas uma pauta corporativa e passa a integrar a agenda de segurança ambiental e desenvolvimento sustentável. A atuação técnica qualificada torna-se essencial para garantir que o crescimento econômico do país caminhe de forma consistente com a adaptação climática e a redução dos impactos ambientais.

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