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Roteirização verde avança na logística e reduz emissões de carbono

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Tecnologia passa a orientar decisões operacionais e transforma eficiência logística em estratégia ambiental

A pressão por práticas mais sustentáveis tem provocado mudanças estruturais no setor logístico, especialmente no transporte de cargas, um dos principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa no mundo. Nesse cenário, a chamada roteirização verde ganha espaço como uma estratégia capaz de unir eficiência operacional e redução da pegada de carbono por meio do uso de tecnologia.

O setor de transporte responde por cerca de 20% das emissões globais de dióxido de carbono. No Brasil, onde o modal rodoviário predomina, a atividade representa aproximadamente 9% das emissões totais de CO₂, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. Diante desse quadro, a otimização de rotas, o uso de inteligência artificial e a análise de dados se consolidam como alternativas viáveis para reduzir impactos ambientais sem comprometer o desempenho das operações.

De acordo com o especialista em tecnologia da informação aplicada à logística, Rodolfo Cassorillo, o avanço das soluções digitais tem permitido uma mudança concreta na forma como as empresas estruturam suas entregas. Segundo ele, a tecnologia passou a incorporar critérios ambientais às decisões do dia a dia. “Hoje é possível planejar rotas com muito mais precisão, considerando consumo de combustível, distância percorrida e tempo de deslocamento. A roteirização gera resultados mensuráveis tanto para o meio ambiente quanto para a eficiência operacional”, afirma.

A integração de dados em tempo real e o uso de algoritmos preditivos permitem evitar trajetos redundantes, reduzir congestionamentos e eliminar deslocamentos desnecessários. Esses fatores impactam diretamente o consumo de combustível e, consequentemente, o volume de emissões de carbono geradas pelas operações logísticas.

Além dos benefícios ambientais, a roteirização verde também contribui para a redução de custos operacionais, como gastos com combustível, manutenção da frota e tempo improdutivo. A melhoria no nível de serviço ao cliente aparece como outro efeito positivo, o que tem levado empresas de diferentes segmentos a incorporar a sustentabilidade como parte do planejamento logístico.

Apesar dos avanços, o especialista destaca que ainda existem desafios para uma adoção mais ampla, como a integração entre sistemas e a qualidade das informações utilizadas. Mesmo assim, a tendência é de crescimento, impulsionada por exigências regulatórias, pressão de investidores e maior atenção do mercado a práticas alinhadas aos critérios ambientais, sociais e de governança.

“A sustentabilidade na logística deixou de ser uma promessa de longo prazo. Ela já acontece na prática por meio da tecnologia, e a roteirização verde é um dos exemplos mais claros dessa transformação”, conclui Cassorillo.

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