Iniciativa do Órion Business & Health Complex destina resíduos para reciclagem em empresa especializada no interior de São Paulo
Um estudo realizado em 2023 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com apoio do Instituto para o Controle Global do Tabaco, aponta que, dos 5,5 trilhões de cigarros produzidos anualmente no mundo, aproximadamente 4,5 trilhões de bitucas são descartadas de maneira inadequada. Essas pequenas porções do cigarro, formadas por resíduos não queimados e plásticos não biodegradáveis, contêm milhares de substâncias potencialmente tóxicas, como metais, hidrocarbonetos, compostos nitrogenados e aminas aromáticas presentes no acetato de celulose. As bitucas podem levar até 25 anos para se degradarem no meio ambiente.
Com o objetivo de contribuir para o descarte correto desse tipo de resíduo, o Órion Business & Health Complex, localizado em Goiânia (GO), instalou bituqueiras em suas áreas externas, permitindo que fumantes façam o descarte adequado das guimbas de cigarro. Segundo o síndico do complexo, Leopoldo Gouthier, a iniciativa reforça o compromisso ambiental do empreendimento. Ele destaca que a sustentabilidade faz parte do projeto desde a sua concepção e que a nova ação amplia as práticas já existentes para garantir a destinação correta dos resíduos.
A partir da implantação das bituqueiras, o material coletado passa a ser destinado à reciclagem realizada pela empresa Poiato Recicla, com sede em Votorantim (SP). A organização é responsável pela coleta, transporte, reciclagem e destinação final das bitucas, seguindo a legislação vigente. Desde 2010, a empresa atua na transformação desse resíduo em massa celulósica, utilizada em oficinas de artes para a produção de papel artesanal.
De acordo com o diretor operacional da empresa, Felipe Poiato, o processo envolve diferentes dispositivos que possibilitam o descarte correto, a coleta segura e o armazenamento adequado do material. Ele explica que o ciclo completo da reciclagem promove conscientização, educação ambiental, economia circular e gestão de resíduos, mesmo tratando-se de um item pequeno em tamanho, mas altamente tóxico.
O diretor também detalha que a destinação final começa nas caixas coletoras instaladas nos locais parceiros, passa pelo transporte especializado e chega à indústria de reciclagem. No processo, as bitucas são transformadas em massa celulósica que dá origem ao papel artesanal. Esse material é doado a instituições sociais, gerando inclusão e renda por meio de oficinas de artesanato, que também atuam na promoção da educação ambiental.








