Iniciativa da B4 Capital com a PUC-Rio avalia conhecimento de CEOs sobre pegada de carbono e identifica desafios do mercado
A B4 Capital iniciou uma parceria com estudantes de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro para a realização de uma pesquisa de mercado voltada à compreensão do nível de conhecimento de CEOs sobre o consumo de dióxido de carbono nas empresas. O estudo é conduzido por integrantes da Empresa Júnior da PUC-Rio e tem previsão de conclusão até abril de 2026.
A proposta da pesquisa é identificar como lideranças empresariais percebem, na prática, o impacto ambiental e social das emissões de CO₂ geradas pelas organizações que dirigem. A partir desse diagnóstico, será possível mapear dores, lacunas de informação e oportunidades de atuação no campo da sustentabilidade corporativa.
Segundo Odair Rodrigues, CEO da B4 Capital, compreender a percepção das lideranças é um passo essencial para o avanço da agenda climática. Para ele, a iniciativa permitirá identificar gargalos reais de conhecimento e apoiar a construção de soluções mais alinhadas à realidade do mercado.
De acordo com a empresa, o estudo possui caráter aplicado e foco direto em inteligência de mercado, sem formato acadêmico tradicional. Os resultados irão subsidiar a definição de planos de ação futuros da organização, que serão estruturados somente após a consolidação e análise dos dados coletados. A estratégia busca reduzir o risco de propostas genéricas e ampliar a efetividade de projetos voltados à gestão climática.
A equipe responsável pela pesquisa é formada por três estudantes de graduação que atuam profissionalmente na Empresa Júnior da universidade, organização multidisciplinar e sem fins lucrativos voltada à prestação de serviços de consultoria. Os estudantes contam com acompanhamento institucional de professores orientadores, responsáveis por assegurar padrões de qualidade, metodologia e gestão.
A parceria reforça o papel das empresas juniores como ponte entre universidade e mercado, ao mesmo tempo em que proporciona experiência profissional aos estudantes antes da conclusão da graduação e entrega valor estratégico às organizações contratantes.
O estudo será desenvolvido por meio de metodologia mista, combinando levantamento quantitativo, realizado por formulários, e etapa qualitativa baseada em entrevistas com executivos. O objetivo é compreender não apenas o nível de conhecimento técnico, mas também como as decisões corporativas incorporam, ou não, a gestão das emissões de carbono.
De acordo com Odair Rodrigues, a proposta é conectar academia e mercado de forma pragmática, evitando abordagens excessivamente teóricas. Ele ressalta que os estudantes atuam como consultores, o que amplia a leitura do desafio climático para além de áreas tradicionalmente técnicas.
Em dezembro de 2025, a primeira Bolsa de Ação Climática do Brasil iniciou a divulgação diária de boletins sobre a flutuação dos preços dos ativos sustentáveis listados em seu ambiente de negociação. A iniciativa busca dar visibilidade à evolução desses ativos, considerando tanto as dinâmicas de oferta e demanda quanto as variações cambiais.
Atualmente, a B4 Capital opera em dez nichos de sustentabilidade, que incluem florestas, biodiversidade, agronegócio, commodities, construção civil, reciclagem, projetos sociais, energia limpa, derivativos e logística. As cotações dos ativos podem ser acompanhadas em tempo real por meio do Índice B4.








