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Verão nas praias acende alerta para descarte incorreto de embalagens

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Beautiful tropical beach sea and ocean with coconut palm tree at sunrise time for travel and vacation

Com mais consumo à beira-mar durante a temporada, atitudes simples dos frequentadores podem reduzir a poluição nos oceanos e evitar danos à fauna

Verão significa praias cheias, turismo aquecido e aumento no consumo de alimentos e bebidas à beira-mar. Junto com esse movimento cresce também o volume de resíduos descartados de forma inadequada na areia e no entorno das áreas litorâneas.

Estudos internacionais indicam que entre oito milhões e 11 milhões de toneladas de resíduos chegam aos oceanos todos os anos, provenientes principalmente de atividades em terra, como o consumo em áreas costeiras e urbanas. As pesquisas mostram ainda que grande parte desse material poderia ter destino correto se houvesse separação e descarte adequados.

Embalagens de alimentos, bebidas e produtos de conveniência consumidos nas praias representam parcela significativa do lixo encontrado no litoral. Quando deixadas na areia ou levadas pelo vento e pela chuva, acabam alcançando o mar e impactam diretamente os ecossistemas marinhos.

Segundo a Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, cerca de 80 por cento do lixo marinho tem origem em terra. O dado reforça o papel central do descarte correto por parte da população para evitar a poluição dos oceanos.

O lixo marinho afeta diretamente a vida de diversas espécies. Peixes, corais, aves marinhas, pinguins e tartarugas podem confundir resíduos com alimento ou sofrer ferimentos ao entrar em contato com embalagens descartadas de forma inadequada. De acordo com o Greenpeace, centenas de milhares de animais marinhos adoecem ou morrem todos os anos em razão da ingestão de resíduos ou de lesões causadas por eles.

No Brasil, instituições de resgate de fauna marinha relatam casos frequentes de animais encontrados debilitados ou mortos após ingerirem resíduos sólidos. O Instituto Biopesca, no litoral paulista, já registrou tartarugas e aves marinhas resgatadas com embalagens no trato digestivo, o que evidencia como o descarte incorreto nas praias pode ter consequências fatais.

A Universidade Federal do Paraná também identificou que parcela significativa dos animais marinhos encalhados apresentou resíduos no organismo, incluindo embalagens de alimentos. O levantamento reforça a ligação direta entre hábitos humanos e impactos na fauna.

Embalagens e responsabilidade compartilhada

Grande parte do lixo gerado nas praias vem de embalagens de produtos consumidos no local, apesar de muitas delas serem recicláveis. Para a gerente de sustentabilidade da SIG, Isabela De Marchi, a conscientização do consumidor é fundamental.

Ela afirma que o descarte correto é um gesto simples, mas extremamente poderoso. Segundo a executiva, quando cada pessoa faz a sua parte e separa corretamente suas embalagens, contribui para manter as praias limpas, proteger os oceanos e fortalecer a cadeia da reciclagem. Para Isabela, sustentabilidade começa nas escolhas do dia a dia.

A gerente explica ainda que a SIG desenvolve embalagens sustentáveis pensadas para a reciclagem, com o objetivo de proteger os alimentos e reduzir impactos ambientais. De acordo com ela, o uso responsável inclui consumir, guardar e destinar o material ao local correto após o consumo. Se cada pessoa fizer a sua parte, o resultado será coletivo e o país terá praias mais limpas, oceanos mais saudáveis e um verão realmente sustentável.

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