
Materiais capazes de alterar suas aparências conforme a mudança de temperatura podem reduzir o consumo anual de energia em cerca de 3 a 11%, dependendo do clima e da aplicação sobre o edifício. Conhecidos como termocrômicos, pois mudam de cor diante de alterações no tempo e no clima, esses materiais permitem que as superfícies absorvam mais energia em dias frios e a reflitam mais em dias quentes.
O estudo desses materiais não é novidade. Sua aplicação em superfícies translúcidas, como vidros, é realizada e estudada extensivamente. “Mas escolhemos ir para o lado oposto, pensando na realidade brasileira”, diz Ana Carolina Hidalgo-Araújo, primeira autora de uma série três artigos sobre o tema.
O estudo de materiais translúcidos está mais relacionado à retenção de radiação, contrário ao que geralmente se busca no Brasil, segundo a pesquisadora. “O estudo de materiais opacos pode ter um efeito mais importante para a realidade brasileira”, afirma ao explicar que o conforto térmico no País depende do resfriamento das superfícies dos edifícios.










