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Minas Recicla Energia entra na segunda fase com ampliação de parceiros e destinação sustentável de resíduos

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InterCement Brasil e governo de Minas Gerais ampliam projeto que transforma rejeitos da coleta seletiva em combustível alternativo para a produção de cimento e gera renda para cooperativas e catadores

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) lançou, na terça-feira, 9 de junho de 2026, a segunda fase do Projeto Minas Recicla Energia, iniciativa voltada à melhoria da gestão de resíduos sólidos urbanos. Parceira do programa, a InterCement Brasil, uma das principais produtoras de cimento do país, contribuirá para ampliar o aproveitamento energético de resíduos da coleta seletiva e de materiais volumosos, transformando esses materiais em combustível alternativo para a produção de cimento.

Além de favorecer a economia circular, a iniciativa reduz o envio de resíduos para aterros sanitários e amplia as oportunidades de geração de renda para cooperativas e catadores de materiais recicláveis em municípios mineiros. Anderson Diniz, subsecretário de meio ambiente do governo de Minas, ressalta a importância de utilizar os materiais que permanecem sem aproveitamento após a reciclagem para aumentar a eficiência energética e reduzir o volume destinado aos aterros. “A parceria com a InterCement Brasil e as prefeituras é fundamental para essa destinação e para a parte socioambiental, para que os catadores consigam fazer uma renda disso também”, afirma.

Ijaci (MG), município onde a InterCement Brasil mantém uma de suas fábricas, também participa do projeto. “A iniciativa está diretamente ligada à preservação ambiental e ao descarte adequado dos resíduos que permanecem sem destinação após a coleta seletiva”, afirmou Nelson Mesquita, prefeito da cidade.

Iniciado em 2023, o Minas Recicla Energia avança para sua segunda fase com ampliação das operações e participação de novos parceiros. Além da InterCement Brasil e do governo de Minas, integram o projeto as prefeituras de Lavras (MG), Ijaci (MG) e Nepomuceno (MG), além do Grupo Renova, especializado no tratamento desse tipo de resíduo. O projeto conta ainda com o apoio da Universidade Federal de Lavras e da ABNT.

Com o auxílio de cooperativas e catadores dos três municípios, a estimativa é que sejam coletadas e coprocessadas cerca de 150 toneladas de resíduos por mês. Esse volume deixará de seguir para aterros sanitários e será transformado em combustível alternativo para os fornos da InterCement Brasil. No coprocessamento, combustíveis fósseis tradicionais, como carvão mineral e coque de petróleo, são substituídos por combustíveis derivados de resíduos sólidos urbanos (CDRU), biomassas e pneus inservíveis, utilizados na geração de energia térmica e na fabricação do cimento.

Segundo Cristiano Ferreira, gerente de coprocessamento da InterCement Brasil, a tecnologia permite reaproveitar materiais que não possuem valor comercial e que normalmente seriam descartados, transformando-os em insumo energético para a indústria. “É um projeto que não somente incentiva a sustentabilidade, mas também cria uma nova oportunidade de geração de renda para os catadores e fortalece a inclusão social”, complementa.

Marli de Alves Rocha, da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Matozinhos (MG), que participou da primeira fase do projeto, também apoia a iniciativa. “Além das melhorias para o meio ambiente, a gente ainda recebe pelos rejeitos que antes não recebíamos”, afirma. Edvânia Carvalho, representante da Reciclanep, de Nepomuceno (MG), celebra a entrada na segunda fase. “Acredito que o Minas Recicla vai dar muito certo aqui no Sul do estado e vai trazer mais segurança para nós, catadores”, afirma.

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