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Reino Unido completa depósito de R$ 500 milhões e se torna segundo maior doador do Fundo Amazônia

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Desde a retomada, sete novos doadores se juntaram à Noruega e à Alemanha, ampliando a base internacional de apoio ao Fundo Amazônia

O Reino Unido anunciou, na quinta-feira, 11 de junho de 2026, no Palácio do Planalto, o segundo desembolso de sua doação ao Fundo Amazônia, no valor de 40,7 milhões de libras, cerca de R$ 270 milhões. Com o novo depósito, o país completa a contribuição de 80 milhões de libras, aproximadamente R$ 500 milhões, anunciada na COP28. O anúncio ocorreu durante a apresentação das ações em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Com a conclusão do depósito, o Reino Unido se torna o segundo maior doador do Fundo Amazônia, atrás apenas da Noruega. O contrato de doação foi assinado em 2023, na COP28, no valor de 80 milhões de libras. Em novembro de 2024, foi realizado o primeiro desembolso, de 39,26 milhões de libras, equivalente a R$ 283,9 milhões.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o ingresso dos recursos confirma a confiança internacional na governança do Fundo Amazônia e nos resultados alcançados pelo Brasil na redução do desmatamento. “A doação do Reino Unido é um reconhecimento da liderança do presidente Lula na agenda climática e da retomada da política ambiental brasileira. O Fundo Amazônia voltou a funcionar, ampliou fortemente seu ritmo e se consolidou como o maior instrumento financeiro de pagamento por redução de desmatamento florestal do mundo. Esses recursos fortalecem nossa capacidade de apoiar projetos que protegem a floresta, geram renda para as populações amazônicas e ajudam o Brasil a liderar uma nova economia verde, com inclusão social e desenvolvimento sustentável”, afirmou Mercadante.

Desde a retomada do Fundo Amazônia, em 2023, sete novos doadores se juntaram à Noruega e à Alemanha no apoio ao principal instrumento financeiro de REDD+ voltado à proteção da Amazônia. Além do Reino Unido, passaram a integrar a base de doadores Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão. A Petrobras também é doadora do Fundo Amazônia. A ampliação da base de parceiros demonstra a confiança internacional na política ambiental brasileira, na governança do Fundo e na capacidade do país de transformar redução do desmatamento em cooperação concreta para o desenvolvimento sustentável.

Em 2023, além da doação de 80 milhões de libras formalizada na COP28, o Reino Unido anunciou uma nova contribuição de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia, equivalente à época a aproximadamente R$ 115 milhões. Com os aportes, o país reforça a parceria com o Brasil na agenda climática, na proteção da floresta e na promoção de alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia Legal.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o Fundo Amazônia transforma resultados ambientais concretos em investimentos nos territórios. “As doações ao Fundo Amazônia são pagamentos por resultados já alcançados pelo Brasil na redução de emissões de CO₂ por desmatamento. É um ciclo virtuoso: o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais por esse resultado e reinveste em ações que protegem a floresta, fortalecem povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais”, disse Campello.

Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia transformou os avanços do país na proteção da floresta em cooperação internacional concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e gerido pelo BNDES, o Fundo soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, beneficiando mais de 650 organizações, 169 terras indígenas, 192 unidades de conservação e 260 mil pessoas. Os recursos apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais.

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