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Ciclo da reciclagem de eletroeletrônicos e o destino dos materiais pós-consumo

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ABREE explica como os resíduos são coletados, processados e reinseridos na cadeia produtiva

A ABREE, Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, explica como funciona o processo de reciclagem dos equipamentos pós-consumo no Brasil. A associação detalha o caminho que os produtos percorrem desde o descarte pelos consumidores até a reinserção de seus materiais na cadeia produtiva. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância da destinação ambientalmente adequada e reforça o papel da reciclagem na redução de impactos ambientais e no uso responsável de recursos naturais.

Segundo o relatório Global E-waste Monitor 2024, o mundo gerou sessenta e dois milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos em 2022, mas apenas 22,3% desse volume foi coletado e reciclado de forma adequada. O levantamento alerta que esses produtos podem conter metais nobres como cobre, prata e ouro, cujo reaproveitamento reduz o desperdício de recursos e as emissões de gases de efeito estufa.

No Brasil, a logística reversa de eletroeletrônicos avança com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e municípios. A ABREE atua para estruturar essa cadeia, garantindo que os produtos descartados sejam coletados, transportados e encaminhados para reciclagem em conformidade com as normas ambientais.

“Nosso compromisso é assegurar que cada equipamento descartado corretamente tenha o destino adequado, seguindo todos os processos técnicos e ambientais exigidos. O papel da ABREE é conectar consumidores, empresas e recicladores, fortalecendo uma cadeia que transforma resíduos em novos recursos e contribui para uma economia mais sustentável”, afirma Fernando Rodrigues, engenheiro ambiental e gerente de Relações Institucionais da ABREE.

O ciclo da reciclagem começa quando o consumidor entrega o equipamento em um ponto de recebimento. São mais de quatro mil e duzentos pontos da ABREE espalhados por diversas cidades do país. Após a coleta, os produtos passam pela triagem e seguem para a desmontagem. Em seguida, ocorre a trituração e a separação magnética e eletrostática, que isola materiais como metais, plásticos e vidro.

De acordo com o Global E-waste Monitor 2024, os metais correspondem a cerca de 60% do peso total dos resíduos eletroeletrônicos e podem ser quase totalmente reaproveitados por meio de técnicas industriais que recuperam ferro, cobre, alumínio, estanho e pequenas quantidades de metais preciosos. Já os plásticos representam aproximadamente 20% da composição média e, embora tragam desafios técnicos, novas tecnologias vêm ampliando as taxas de reciclagem e reaplicação em outras cadeias produtivas.

Para Rodrigues, o sucesso da economia circular depende da colaboração entre todos os setores da sociedade. “A correta destinação de eletroeletrônicos não é apenas uma exigência ambiental, é uma oportunidade para recuperar materiais estratégicos, reduzir impactos e gerar empregos qualificados. A ABREE trabalha para fortalecer a cadeia formal de reciclagem e ampliar a confiança do consumidor nos pontos de recebimento. Precisamos que sociedade, empresas e poder público atuem juntos para transformar esse desafio em recursos”, reforça.

No site da associação é possível localizar os pontos de recebimento mais próximos ao buscar pelo CEP, além de conferir a lista completa de produtos que podem ser descartados. Entre eles estão batedeira, ferro elétrico, televisores, liquidificador, lavadora, celular, micro-ondas, purificador de água e outros itens comuns no dia a dia.

Para saber mais, acesse: https://abree.org.br/pontos-de-recebimento.

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