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Estudo inédito prova a efetividade das concessões florestais na contenção do desmatamento e na geração de emprego e renda

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Florestas concessionadas geraram R$ 240 milhões de recursos públicos e ampliaram o emprego em 62%, mantendo o desmate em apenas 2% das áreas

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a consultoria Systemiq, com apoio do UK PACT, lançou o estudo Concessões Florestais Federais na Amazônia Legal: avanços socioeconômicos e ambientais em quase 20 anos de política pública. O relatório foi apresentado durante a COP 30, em Belém, e demonstra que o manejo florestal sustentável limita o avanço do desmate e impulsiona desenvolvimento econômico nas regiões atendidas.

A análise reuniu dados administrativos, geoespaciais e técnico-operacionais, além de monitoramentos e entrevistas. “As concessões federais mostram como gestão pública eficiente e investimento sustentável atuam como motores de uma economia de baixo carbono, reunindo conservação, geração de emprego e dinamização da bioeconomia”, afirma Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora.

O estudo avaliou oito Florestas Nacionais que somam 3,57 milhões de hectares. Nessas áreas, 22 Unidades de Manejo Florestal ocupam 1,25 milhão de hectares.

Entre os resultados:

  • Entre 1988 e 2024, apenas 2% do território das Flonas concedidas foram desmatados e 92% do desmate ocorreu fora das áreas concedidas, reforçando o efeito de proteção do manejo;
  • Entre 2010 e 2023, foram colocados no mercado 2,5 milhões de metros cúbicos de madeira legal e rastreável, volume quatro vezes maior do que o registrado em municípios sem concessão;
  • Em 75% das localidades, houve aumento de 62% no número de empregos e de 27% na massa salarial. Em 2023, as concessões geraram 1.616 empregos diretos e 3.232 indiretos;
  • A arrecadação pública chegou a R$ 240,4 milhões entre 2010 e 2025, com pico de R$ 40,5 milhões em 2024. Desse total, R$ 62 milhões foram repassados diretamente a estados e municípios.

Os recursos já financiam estruturas locais. Em Terra Santa (PA), por exemplo, R$ 294 mil foram aplicados para construir e equipar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mineração. Também foram distribuídos R$ 6,26 milhões pelo Indicador Social, com R$ 4,91 milhões destinados a transporte, energia, educação ambiental e apoio a cadeias produtivas.

“A oportunidade agora é expandir o modelo e atrair investimentos, gerando emprego e renda, conservando a floresta”, afirma Renato Rosenberg, diretor de Concessões Florestais do SFB. Ele destaca como prioridade o processamento de madeira dentro dos municípios para ampliar a diversificação produtiva e fortalecer economias locais.

O estudo completo e o infográfico estão disponíveis nos links abaixo:

Estudo completo:
admin.imaflora.org/public/media/biblioteca/cartilha_concessaoflorestal_pt_final.pdf

Infográfico com os resultados:
admin.imaflora.org/public/media/biblioteca/info_imaflora_07_estudodeimpacto_vdigital.pdf

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