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Prêmio internacional destaca iniciativas brasileiras de biodegradação de plásticos

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Eco Ventures Brasil e Make+ são reconhecidas com o Global Innovation Award por soluções em biodegradação e educação para consumo consciente

Duas empresas brasileiras foram reconhecidas com o Global Innovation Award 2025, entregue na sede das Nações Unidas em Nova York. É a primeira vez que duas iniciativas do país recebem o prêmio simultaneamente. Eco Ventures Brasil e Make+ tiveram seus projetos destacados por unirem tecnologia, impacto social e sustentabilidade ambiental.

Com sede em São Paulo, a Eco Ventures Brasil atua há mais de uma década no desenvolvimento de soluções biodegradáveis para o setor plástico. A empresa é distribuidora oficial do aditivo P-Life, tecnologia japonesa que acelera a decomposição de plásticos sem gerar microplásticos. O produto possui certificações internacionais e estudos realizados pela Universidade de Kyoto comprovam a biodegradação em diferentes tipos de solo e ambientes, incluindo o marinho.

Testes indicam que o processo de degradação gera apenas água, dióxido de carbono e húmus, sem emissão de metano ou resíduos tóxicos. O aditivo é certificado como não migratório e atóxico, com ensaios reconhecidos pela SGS Brasil. No país, a empresa mantém cooperação técnica com o Instituto Senai para adequar as certificações à indústria nacional.

Para Mark Tye, CEO da Eco Ventures Brasil, o prêmio reforça o papel da inovação. “O reconhecimento internacional demonstra que o plástico pode ser parte da solução quando tratado com ciência e responsabilidade”, afirma.

A Make+ será premiada pela iniciativa Make Bio, primeira linha brasileira de materiais escolares biodegradáveis criada para ensinar crianças sobre consumo consciente e impacto ambiental. “Educação sustentável não é luxo, mas adaptar soluções inovadoras à realidade de quem ensina e aprende”, diz Arturo Garate Turanzas, CEO da Make+.

Durante a COP 30, as duas empresas apresentaram em conjunto soluções para biodegradação e economia circular, a convite do Governo do Amapá. A participação integrou a agenda amazônica da conferência e reforçou a cooperação entre poder público e setor privado.

Para Bruna Folster, sócia e vice-presidente da Eco Ventures Brasil, o reconhecimento internacional reflete o avanço da biotecnologia no país. “O prêmio simboliza que inovação e inclusão caminham juntas quando a sustentabilidade é tratada como compromisso de longo prazo. A mudança precisa ser real, com base em evidências e impacto social”, afirma.

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