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Quase metade das indústrias brasileiras já investe em energia renovável

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Neodent amplia geração solar em Curitiba (PR) e reforça meta global de ser Net Zero até 2040

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 48% das empresas brasileiras afirmaram investir, em 2024, em projetos de uso de energia renovável, como fontes hídrica, eólica, solar, biomassa ou hidrogênio de baixo carbono. O número representa um avanço em relação a 2023, quando esse percentual era de 34%.

Entre as indústrias que adotaram fontes renováveis, a autoprodução foi a principal estratégia, citada por 42% dos entrevistados. A redução de custos apareceu como o principal motivador, apontada por 50% das empresas que fizeram esse tipo de investimento.

A data ganha destaque no Dia Internacional da Energia Limpa, celebrado em 26 de janeiro, e reforça uma tendência no setor industrial brasileiro, que passa a incorporar a transição energética como parte da estratégia de competitividade e gestão de riscos.

Um exemplo desse movimento é a Neodent, líder brasileira em implantes dentários, que desde 2019 opera com 100% de energia limpa no Mercado Livre de Energia. Além disso, a empresa mantém um sistema fotovoltaico instalado em uma de suas fábricas, na Cidade Industrial de Curitiba (PR).

Entre 2024 e 2025, a geração própria somou aproximadamente 700 MWh. Considerando uma média anual de 350 MWh, o volume seria suficiente para abastecer cerca de 150 residências por ano.

Na unidade industrial, foram instalados 2,2 mil m² de painéis solares, com capacidade anual de geração de 440 MWh. Em operação desde 2023, a energia produzida é injetada na rede da Copel, concessionária responsável pelo fornecimento no Paraná.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de eficiência energética e previsibilidade de custos. A empresa também adquire energia exclusivamente de fontes renováveis, como pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, eólica e solar, além da compra de certificados que garantem a rastreabilidade da origem limpa da energia consumida.

“A sustentabilidade, para nós, não é um projeto pontual, mas um direcionador de decisões. Ao integrar energia limpa à operação, conseguimos ganhar eficiência, reduzir riscos e preparar a empresa para um cenário industrial cada vez mais exigente em termos ambientais e regulatórios”, afirma Raphaela Borba, diretora de sustentabilidade da Neodent.

O estudo da CNI também aponta que a energia renovável tem ganhado protagonismo como ferramenta de descarbonização. Em 2024, 25% das indústrias passaram a priorizar essas fontes para reduzir emissões de gases de efeito estufa, além do crescimento do investimento em inovação tecnológica, que avançou de 14% para 20% no período.

O compromisso da Neodent com a agenda climática já foi reconhecido pelo Selo Clima Paraná, registro público estadual de emissões de gases de efeito estufa previsto na Política Estadual de Mudanças Climáticas. A empresa participou voluntariamente do programa entre 2022 e 2025, na categoria grandes indústrias voltadas ao mercado externo.

Embora a indústria odontológica não seja tradicionalmente intensiva em carbono, o setor possui elevado padrão tecnológico e forte influência em cadeias produtivas internacionais. Ao investir em energia limpa, a empresa contribui para a redução das emissões e avança em sua meta global de ser Net Zero até 2040.

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