Vamos lidera projeto de conversão de frota para a Comlurb, no Rio de Janeiro, com tecnologia de motorização desenvolvida pela MWM
A empresa está à frente de um projeto de grande escala para a descarbonização do transporte pesado no país. A iniciativa prevê a conversão de 100 caminhões para operação com biometano e gás natural, combustíveis de menor impacto ambiental em relação ao diesel.
A execução técnica do projeto é conduzida pela BMB, empresa do grupo especializada na customização de veículos pesados, responsável pela adaptação dos modelos que passarão a utilizar a nova motorização. O desenvolvimento tecnológico e os sistemas de propulsão são fornecidos pela MWM, subsidiária da Tupy.
O investimento total é de R$ 150 milhões, e a entrega dos veículos está programada para ser concluída até o final do primeiro trimestre deste ano. Os caminhões convertidos apresentam desempenho equivalente aos modelos a diesel, com redução expressiva de emissões de gases de efeito estufa e melhor custo operacional, combinando viabilidade econômica e sustentabilidade.
Para Gustavo Couto, CEO da Vamos, o projeto representa um marco para o setor. “Ao aliar tecnologia, eficiência operacional e impacto ambiental positivo, abrimos caminhos para uma nova era da mobilidade pesada no Brasil. É uma iniciativa que demonstra na prática como a transição energética pode avançar com soluções concretas e viáveis”, afirma.
Aplicação na coleta urbana do Rio de Janeiro
Os veículos serão utilizados pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro, a Comlurb, em parceria com a Força Ambiental, empresa terceirizada responsável pela operação de parte da frota de coleta de resíduos na cidade. Os primeiros caminhões já foram entregues e iniciaram operação.
A solução desenvolvida pela MWM inclui motorização específica para biometano e gás natural, sistema completo de armazenamento de gás com cilindros, suportes e válvulas, além de integração eletrônica e aplicação no veículo. Todo o conjunto foi projetado para garantir segurança, confiabilidade e eficiência operacional.
Segundo a Tupy, controladora da MWM, a iniciativa reforça o potencial do setor para avançar na descarbonização. “Esta parceria demonstra que é possível entregar soluções completas e escaláveis para o transporte comercial no Brasil. Com a tecnologia MWM, oferecemos motores de última geração capazes de reduzir significativamente as emissões sem comprometer o desempenho exigido pelo transporte leve, pesado e de passageiros”, destaca Cristian Malevic, vice-presidente da Unidade de Negócios Energia e Descarbonização da Tupy.
Outro diferencial do projeto é a calibração personalizada dos motores. A MWM ajusta os sistemas de acordo com diferentes rotas e ciclos de operação, o que permite menor consumo de combustível, redução de custos e desempenho otimizado. Os níveis de emissões já atendem a padrões mais rigorosos, antecipando futuras exigências ambientais do setor.
Tecnologia nacional e processo de conversão
A transformação dos caminhões é realizada na unidade da BMB em Porto Real (RJ) e envolve uma série de etapas técnicas, entre elas:
– Remoção do motor original e substituição por motor MWM compatível com gás natural e biometano;
– Adequação do entre-eixo e instalação dos cilindros de armazenamento;
– Desenvolvimento e aplicação de peças de interface com o veículo;
– Instalação do kit GNV e integração com o sistema eletrônico;
– Testes de desempenho e rodagem em condições reais de operação.
Benefícios ambientais
Os ganhos ambientais do projeto são significativos e mensuráveis:
– Redução de até 99 por cento de material particulado;
– Redução de até 90 por cento de emissões de CO₂ quando utilizado biometano;
– Nível de ruído até 20 por cento menor em comparação aos motores a diesel, favorecendo operações urbanas mais silenciosas.
Esses resultados reforçam o papel do biometano e do gás natural como alternativas estratégicas para a economia circular e a descarbonização das cidades, ao transformar resíduos em energia limpa e renovável.
A iniciativa integra a estratégia da Vamos de renovação de frota e inovação sustentável. Para a companhia, o projeto demonstra que é possível conciliar eficiência logística, competitividade e responsabilidade ambiental.
“Estamos pavimentando o caminho para um transporte mais verde, mais silencioso e mais eficiente. Essa é a Vamos que acreditamos, conectada às transformações do mundo e comprometida com um legado sustentável”, conclui Couto.








