Empresa destaca reaproveitamento de zinco, logística reversa e ações de conscientização sobre o descarte correto
A economia circular surge como uma alternativa ao modelo tradicional de produzir, utilizar e descartar, ao buscar reduzir desperdícios, recuperar materiais e diminuir a necessidade de extração de novos recursos. Na Panasonic, esse conceito está presente em diferentes etapas da cadeia das pilhas, desde a fabricação até a destinação após o uso.
No Brasil, a companhia mantém, em São José dos Campos (SP), a única fábrica de pilhas alcalinas da América Latina. A unidade concentra iniciativas relacionadas ao uso eficiente de recursos e à destinação adequada de resíduos. Em 2025, a fábrica encaminhou 50 toneladas de pilhas provenientes de perdas de produção para destinação ambientalmente adequada.
“Quando falamos em economia circular, é importante entender que ela não começa no momento em que o consumidor descarta uma pilha. Existe um trabalho que acontece antes, dentro da própria operação, para reduzir desperdícios, recuperar materiais e encontrar maneiras de fazer com que os recursos continuem tendo valor ao longo do tempo”, explica Luciano Lima, gerente de marketing de pilhas da Panasonic.
Para dar continuidade a esse ciclo após o consumo, a Panasonic mantém parceria com a Green Eletron para a logística reversa das pilhas comercializadas pela marca. Os consumidores podem encaminhar as pilhas usadas aos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) disponíveis em estabelecimentos de diferentes regiões do país. Após a coleta, as pilhas são encaminhadas a operadores especializados, responsáveis pela separação e pelo tratamento adequado dos componentes.
A reciclagem permite que materiais sejam recuperados e reinseridos na cadeia produtiva. Um deles é o zinco, um dos principais componentes das pilhas, que após ser extraído durante o processo de reciclagem é 100% reaproveitado na fabricação de novas unidades da marca, contribuindo para reduzir a necessidade de matéria-prima virgem.
Além da logística reversa, a Panasonic desenvolve iniciativas voltadas à conscientização dos consumidores sobre o descarte correto. “Informar o consumidor é tão importante quanto oferecer uma estrutura para o descarte. Se queremos construir uma cultura de economia circular, precisamos tornar esse conhecimento acessível e mostrar que sustentabilidade não é uma ação isolada, mas uma sequência de escolhas que começa no consumo consciente e continua quando o produto deixa de ser utilizado”, destaca Lima.
Um dos exemplos dessa atuação é a Casa do Leo Tour, caminhão interativo que percorre cidades brasileiras com experiência gratuita sobre fabricação de pilhas, sustentabilidade, economia circular e descarte correto, além de funcionar como ponto de coleta. Entre março de 2025 e agosto de 2026, a iniciativa passou por mais de 45 cidades, coletou mais de 22 mil pilhas e levou informação a mais de 18 mil pessoas.
Ao conectar produção, descarte e reaproveitamento de materiais, a iniciativa mostra que o fim da vida útil de uma pilha pode representar o início de um novo ciclo.







