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Matriz energética limpa e reciclagem elevam o pó metálico brasileiro ao topo da sustentabilidade global

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Eficiência com aproveitamento de até 98% e baixo impacto ambiental fazem da tecnologia desenvolvida pela Höganäs uma aposta para solucionar desafios em ESG

Mais do que otimizar custos e acelerar processos produtivos, uma das grandes vantagens da metalurgia do pó é a sustentabilidade. Ao eliminar etapas de usinagem e reduzir o desperdício de matéria-prima, essa tecnologia entrega eficiência econômica e ambiental em um momento em que descarbonização e metas ESG deixaram de ser opcionais.

Ao contrário dos métodos tradicionais de fundição, a metalurgia do pó permite moldar peças complexas com alta precisão e desperdício praticamente zero. A Höganäs, empresa sueca líder mundial no mercado de pós metálicos e cerâmicos, com 229 anos de atuação e 27 anos de presença no Brasil, tem como meta tornar-se a primeira fabricante de pós-metálicos verdes do mundo.

O Relatório de Sustentabilidade 2025 da empresa confirma avanços concretos nessa direção. Em comparação com 2018, as emissões de Escopo 1 e 2 diminuíram 55%, e a intensidade de carbono para esses escopos recuou 38%. Os principais impulsionadores desses resultados incluem a migração para eletricidade sem queima de combustíveis fósseis e o aumento do uso de biogás e biocombustíveis. As emissões de Escopo 3 a montante, geradas pelos fornecedores, diminuíram 27% em toneladas absolutas no mesmo período. Globalmente, a Höganäs tem como meta tornar-se uma empresa net zero em toda a cadeia de valor até 2037.

No Brasil, a origem da energia que alimenta o processo produtivo é um diferencial competitivo: o país conta com uma matriz energética majoritariamente limpa, derivada das hidrelétricas. A planta brasileira consome 100% de energia proveniente de fontes renováveis e, desde 2022, possui a certificação I-REC (International Renewable Energy Certification). A fábrica também já cumpre os rigorosos critérios de sustentabilidade exigidos pela União Europeia para a produção de peças com pelo menos 50% de ferro na composição, o que inclui comprovar que ao menos 90% da matéria-prima vem de sucata reciclada.

“Temos a vantagem estratégica de operar em um país com recursos naturais e clima que favorecem o acesso a fontes de energia limpa. Mas para fortalecer esse ciclo de sustentabilidade, olhamos para a força da reciclagem brasileira, cuja cadeia já se mostra bastante desenvolvida. Atuamos diretamente na base desse ecossistema, qualificando os fornecedores locais de sucata metálica. Ao elevar o padrão técnico e a qualidade desse material, não apenas otimizamos a nossa produção, mas criamos uma engrenagem virtuosa que une desenvolvimento econômico e impacto ambiental positivo”, afirma Adriano Machado, presidente da Höganäs no Brasil.

A forma como os produtos são manufaturados na metalurgia do pó também contribui para a sustentabilidade, com um número reduzido de etapas que diminui a quantidade de energia utilizada no processo. Classificada mundialmente como tecnologia de fabricação near-net-shape, os produtos saem em um formato quase definitivo, com perda de apenas 2% a 5% do pó metálico inicial. Enquanto os processos tradicionais exigem o reaquecimento do metal para posterior usinagem pesada, o pó metálico é compactado a frio e passa pela sinterização, um aquecimento em forno de atmosfera controlada com temperaturas abaixo do ponto de fusão do metal. Essa otimização do fluxo produtivo pode gerar redução de consumo de energia por peça finalizada de 30% a 50% em relação a outros métodos convencionais.

Na planta de Mogi das Cruzes (SP), até 91% da escória gerada é recuperada no próprio processo interno de fabricação do pó, reinserindo o aço e agregados de volta à cadeia e reduzindo o envio de resíduos para aterros. “Criar uma operação em que haja sustentabilidade em todos os níveis, garantindo que fornecedores, consumidores finais e o próprio ecossistema sejam beneficiados é uma das missões que nos norteiam”, conclui Adriano Machado.

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