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Recife leva projeto de adaptação climática ao encontro nacional sobre periferias resilientes

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Foto: Leandro Vaz

Aries representa o Recife no 2º Encontro Nacional Periferias Verdes Resilientes, que reúne governos, universidades e organizações da sociedade civil para fortalecer estratégias de adaptação climática baseadas na natureza

A Aries representou o Recife (PE) no 2º Encontro Nacional Periferias Verdes Resilientes, realizado na última semana de junho de 2026, em Ilhéus (BA), reunindo representantes do governo federal, universidades públicas, organizações da sociedade civil e lideranças territoriais para o intercâmbio de experiências sobre Soluções Baseadas na Natureza (SbN) aplicadas à redução de riscos socioambientais em periferias urbanas. A instituição integra a rede nacional do programa como representante do Recife e levou ao encontro o trabalho desenvolvido no bairro do Cajueiro, onde coordena um laboratório voltado à implantação de soluções verdes para o enfrentamento de desafios ambientais e urbanos associados às mudanças climáticas.

Dayse Vital, analista de projetos da Aries, arquiteta e urbanista que integra a equipe técnica do projeto SbN Cajueiro, destaca que a participação no encontro permitiu observar experiências já implementadas em outros territórios e incorporar aprendizados ao trabalho realizado no Recife. “Estamos em plena atividade no território do Cajueiro, com um laboratório de Soluções Baseadas na Natureza aberto à experimentação e à participação comunitária. Por isso, poder conhecer de perto a experiência do Alto do Coqueiro é extremamente valioso. Um dos grandes diferenciais do nosso projeto é o protagonismo da comunidade, e ver como esse engajamento foi fortalecido e gerou resultados concretos em Ilhéus nos inspira e amplia nosso olhar. Essas trocas desenvolvem novas ideias, trazem outras perspectivas e reforçam que a construção em rede é fundamental para que possamos levar soluções cada vez mais efetivas aos nossos territórios.”

O encontro acontece em um cenário de agravamento dos impactos climáticos nas cidades brasileiras. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os eventos climáticos extremos registrados em 2025 afetaram mais de 336 mil pessoas e causaram prejuízos estimados em R$ 3,9 bilhões. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 87,4% da população brasileira vive em áreas urbanas, o que amplia a exposição a problemas como enchentes, deslizamentos e ondas de calor. Nesse contexto, as Soluções Baseadas na Natureza têm sido incorporadas a programas públicos por aliarem redução de riscos, recuperação ambiental e melhoria das condições urbanas.

O 2º Encontro Periferias Verdes Resilientes reuniu representantes de quatro instituições públicas responsáveis por políticas urbanas, ambientais e de redução de riscos, cinco universidades públicas e 13 organizações da sociedade civil que atuam em 20 cidades distribuídas por 12 estados e o Distrito Federal. A programação incluiu visitas ao projeto do Alto do Coqueiro, em Ilhéus (BA), reconhecido dentro do programa por sua atuação na recuperação de áreas de encosta a partir da mobilização comunitária e da aplicação de Soluções Baseadas na Natureza.

Para Renata Wogeley, analista de projetos da Aries, também arquiteta e urbanista que atua no projeto SbN Cajueiro, o principal resultado do encontro está na circulação de experiências entre territórios que enfrentam desafios semelhantes. “Os impactos das mudanças climáticas atingem cidades de diferentes portes e regiões do país. Quando gestores, pesquisadores e organizações compartilham o que funcionou, os obstáculos encontrados e os resultados alcançados, cada território ganha condições de avançar com mais consistência. Esse intercâmbio contribui para aprimorar projetos locais e fortalece a formulação de políticas públicas voltadas à adaptação climática.”

A participação da Aries reforça a presença do Recife em uma articulação nacional voltada à adaptação climática em áreas urbanas vulneráveis. Ao integrar uma rede formada por governos, universidades e organizações da sociedade civil, a instituição contribui para levar ao debate nacional a experiência acumulada no Cajueiro e retorna com referências práticas que podem apoiar o desenvolvimento de iniciativas voltadas à redução de riscos socioambientais na capital pernambucana.

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