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Edital Recaatingar seleciona projetos para recuperar áreas degradadas da Caatinga

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Foto: Cácio Murilo de Vasconcelos/Getty Images

Chamada de R$ 60 milhões vai apoiar projetos de recuperação ecológica e socioprodutiva, envolvendo a conservação de água e o combate à desertificação em nove estados

O Edital Recaatingar, parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB) com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), recebe propostas de projetos voltados à recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga. A chamada pública de R$ 60 milhões tem como foco ações que combinem restauração ambiental, produção sustentável, conservação da água, segurança alimentar, geração de renda e adaptação às mudanças climáticas em nove estados.

O primeiro ciclo de apresentação de propostas se encerra no dia 10 de agosto, às 18h. O edital prevê que um segundo ciclo ocorra entre 15 de outubro e 14 de dezembro de 2026. Do total de recursos, R$ 30 milhões serão aportados pelo BNDES e R$ 30 milhões pelo BNB. A chamada seleciona projetos em municípios de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com foco em territórios com maior degradação e mais vulneráveis à seca e ao avanço da desertificação.

A iniciativa é o primeiro edital do Floresta Viva 2, nova fase do programa do BNDES dedicado à restauração ecológica com espécies nativas, à restauração produtiva e à conservação de ecossistemas nos biomas brasileiros, com exceção da Amazônia.

“O Recaatingar combina recuperação de áreas degradadas com geração de renda, apoio à agricultura familiar e criação de condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com segurança hídrica, produtiva e ambiental”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O edital vai apoiar projetos voltados para a restauração ecológica, produção de base agroecológica, implantação de sistemas agroflorestais e uso sustentável da Caatinga. Também poderão ser financiadas tecnologias sociais e equipamentos adaptados ao Semiárido, ações de recuperação e manejo sustentável do solo, proteção e recuperação de corpos hídricos naturais, conservação da água e fortalecimento de cadeias produtivas associadas à restauração ecológica, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade da Caatinga. Na prática, os projetos poderão envolver desde a recuperação de áreas degradadas com espécies nativas até a produção de sementes e mudas, práticas agroecológicas, sistemas de captação e armazenamento de água e ações de prevenção e combate a incêndios florestais.

As propostas deverão prever contrapartida mínima de 5% do valor solicitado, que poderá ser financeira ou não financeira, como disponibilização de pessoal, bens, insumos, serviços, equipamentos ou infraestrutura.

Podem apresentar propostas pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos sediadas no Brasil, como associações civis, fundações privadas e cooperativas, além de pessoas jurídicas de direito público interno federal e estadual. No caso das instituições privadas sem fins lucrativos, é exigida constituição legal no Brasil há pelo menos dois anos. As propostas devem ser enviadas por formulário eletrônico disponibilizado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), parceira gestora do Floresta Viva 2.

Serviço:
Edital Recaatingar

Primeiro ciclo: inscrições até 10 de agosto de 2026, às 18h Segundo ciclo: 15 de outubro a 14 de dezembro de 2026
Mais informações: FBDS – Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável

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