Início Noticias Eficiência energética se torna decisiva para projetos de dessalinização e reuso de...

Eficiência energética se torna decisiva para projetos de dessalinização e reuso de água

23
0
Top view The largest water desalination facility in the world, Hadera Israel; Shutterstock ID 2233638613; purchase_order:Photos; job:iC7-Aqua + iC7-Hybrid + Indumation 2026; client:F36147; other:

Integração entre bombas de alta pressão, sistemas de recuperação de energia e variadores de frequência pode reduzir o consumo e os custos operacionais de plantas de tratamento em até 54%

A necessidade de reforçar a segurança hídrica tem colocado alternativas como a dessalinização e o reuso de água no centro das discussões no Brasil. Segundo o Banco Mundial, o reuso de água para abastecimento e aplicações industriais pode crescer oito vezes até 2040, alcançando 430 milhões de m³ por dia. A dessalinização, por sua vez, já vem sendo adotada no Brasil tanto para levar água potável a comunidades do Semiárido quanto para reduzir a dependência de mananciais em operações industriais e projetos de abastecimento em áreas costeiras.

À medida que essas soluções avançam, cresce também o desafio de aumentar a oferta hídrica sem elevar, na mesma proporção, o consumo de energia. Em processos como a dessalinização por osmose reversa, a eficiência energética deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar um fator determinante para a viabilidade econômica e a sustentabilidade dos projetos.

O desafio não está apenas em escolher uma tecnologia mais eficiente, mas em olhar para o sistema como um todo. Bombas, membranas, sistemas de recuperação de energia e equipamentos de controle precisam operar de maneira coordenada para que a planta consiga manter o menor consumo possível em diferentes condições de funcionamento. A substituição gradual de processos térmicos pela osmose reversa e o desenvolvimento de tecnologias de recuperação de energia contribuíram para uma queda significativa no consumo energético específico das plantas ao longo das últimas décadas.

“Quando falamos em eficiência energética, é importante deixar de olhar para equipamentos de forma isolada e entender o desempenho do sistema como um todo. As condições de operação mudam e, por isso, a capacidade de adaptar o processo a essas variações é fundamental para evitar o uso de energia além do necessário”, explica Anderson Ferreira, engenheiro de vendas da Danfoss.

O consumo de eletricidade tem impacto direto no custo operacional de uma planta de dessalinização. Por isso, ganhos aparentemente pontuais de eficiência podem representar economias significativas quando considerados ao longo de anos de operação. Em uma planta com capacidade de mil m³ de água por dia, a adoção de uma configuração mais eficiente pode reduzir o consumo específico de 3,6 kWh/m³ para 2,1 kWh/m³. Em outro cenário analisado, a redução chegou a 54%, passando de 4,3 kWh/m³ para 2,1 kWh/m³.

“Os números ajudam a mostrar por que a eficiência energética deve ser considerada desde a concepção dos projetos, mas também apontam para uma oportunidade de modernização de plantas já existentes. Em vez de tratar o consumo como uma consequência inevitável do processo de produção de água, a revisão das condições de operação e a atualização de sistemas podem abrir espaço para ganhos relevantes”, conclui Ferreira.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui