Localizada no arco do desmatamento, entre os 5% mais importantes territórios do mundo para a conservação da biodiversidade, a iniciativa entra em etapa decisiva de engajamento comunitário e restauração ecológica; plantio será concluído em 2027
A Vivo anuncia os próximos passos da Floresta Futuro Vivo, seu compromisso de 30 anos para a proteção e a restauração da Amazônia. A iniciativa busca restaurar funções ecológicas, proteger espécies ameaçadas e fortalecer a bioeconomia local em uma área de 825 hectares, no arco do desmatamento, entre o Pará e o Maranhão. A floresta está inserida no Mosaico Gurupi-Turiaçu, território que está entre os 5% mais importantes do mundo para a conservação da biodiversidade, com base no seu potencial de redução de risco de extinção de espécies ameaçadas. A iniciativa avança na escuta das comunidades e entra em etapa estratégica para a restauração, com o plantio em larga escala das primeiras espécies nativas previsto para janeiro de 2027.
Em julho de 2026, os CEOs da Vivo e da re.green, responsável pela execução técnica do projeto, realizaram o plantio simbólico de mudas de sumaúma, castanheira e andiroba, na Fazenda São Pio, em Paragominas (PA), ao lado de representantes da etnia Tembé, conhecida como guardiã da floresta. Outras 150 mil sementes foram dispersadas por drones na região. A ação representa um movimento que ganhará escala nos próximos meses e será concluída até o final de 2027. Serão restauradas e conservadas cerca de 900 mil árvores de espécies nativas ao longo dos 30 anos de projeto, combinando tecnologia avançada com o uso de drones e sistemas de coleta e análise de dados com inteligência artificial.
“Vamos restaurar, proteger e reconectar ecossistemas em uma área com mais de 800 hectares. Estamos iniciando um projeto que vai durar 30 anos, um compromisso de longo prazo e um legado que iremos deixar para as próximas gerações”, afirma Christian Gebara, CEO da Vivo.
Após o plantio, terá início o processo de monitoramento da área, com o acompanhamento da fauna, do crescimento da vegetação e da evolução dos benefícios ecológicos e climáticos. Com base no estudo preliminar, foram identificadas espécies prioritárias para ações de conservação. A região poderá servir de refúgio para mais de 50 espécies ameaçadas de extinção, como o Macaco Capuchinho-Ka’apor, primata que está entre os 25 mais ameaçados do mundo, e a Ararajuba, ave de plumagem verde e amarela encontrada exclusivamente no Brasil. A área também abriga animais como o mutum-do-nordeste, o cuxiú-preto e o calango.
A Floresta Futuro Vivo está sendo conduzida com metodologia alinhada aos padrões socioambientais auditáveis e certificáveis e respeito aos saberes ancestrais e às comunidades que historicamente contribuem para a proteção da floresta. Desde o início de 2026, estão em andamento levantamentos socioeconômicos e ambientais, estudos técnicos e atividades de planejamento. Foram ouvidos até o momento 21 representantes de lideranças indígenas, proprietários vizinhos, lideranças de assentamentos, associações rurais e instituições de pesquisa.
A iniciativa é desenvolvida de modo que a restauração contribua para fortalecer a bioeconomia local e a geração de renda sustentável a partir da floresta em pé, em atividades como a coleta de sementes nativas, produção de mudas e monitoramento ecológico.
As atividades de restauração da Floresta Futuro Vivo devem gerar aproximadamente 116 mil créditos de carbono, com emissão prevista a partir de 2031. A Vivo pretende disponibilizar esses certificados para que os clientes possam compensar suas próprias emissões.
Nos últimos dez anos, a Vivo reduziu em mais de 90% as emissões diretas de sua operação (escopos 1 e 2) e antecipou de 2040 para 2035 o objetivo de alcançar o net zero em toda a cadeia de valor. Em 2026, a empresa estabelece uma nova meta: alcançar 95% de redução dessas emissões até 2035. A empresa também foi pioneira no setor a utilizar energia elétrica 100% proveniente de fontes renováveis, parte delas gerada por 79 usinas próprias de geração distribuída, de fontes solar, hídrica e de biogás.







