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Economia circular ainda é pouco conhecida pelos brasileiros e educação pode aproximar conceito do cotidiano

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Pesquisa da CNI mostra que apenas 13% da população possui conhecimento aprofundado sobre o tema; Tampinha Legal destaca importância da informação para transformar atitudes cotidianas

Apenas 13% dos brasileiros possuem conhecimento aprofundado sobre economia circular, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O dado reforça a importância de aproximar o conceito da rotina da população, caminho que o Tampinha Legal percorre há dez anos por meio da educação socioambiental e da mobilização para o destino adequado de tampas plásticas.

O levantamento Da compra ao descarte: como o brasileiro se relaciona com a economia circular 2026 analisou o conhecimento, o comportamento e as práticas dos consumidores. Os resultados mostram que a circularidade é valorizada pela população: 72% enxergam de forma positiva empresas que investem em sustentabilidade, mas 61% demonstram preferência por produtos novos.

“Atitudes simples e fáceis, quando adotadas coletivamente, têm capacidade de transformar rapidamente a realidade de um país. Para isso, precisamos de uma população esclarecida sobre o destino dos seus resíduos e consciente da contribuição de cada pessoa para que esses materiais retornem à cadeia de valor”, afirma Simara Souza, gerente do Instituto SustenPlást e porta-voz do Tampinha Legal.

Dentro das residências, empresas e estabelecimentos comerciais, a forma como os resíduos são organizados interfere na qualidade dos materiais que chegam aos recicladores. “Mais importante do que separar é não misturar. Materiais diferentes possuem características, mercados e valores distintos. Quando fazemos essa segregação na origem, facilitamos a atuação dos recicladores e entregamos materiais com maior qualidade para que continuem circulando e gerando valor”, explica Simara.

Essa lógica faz parte da trajetória do Tampinha Legal. Desde 2016, o programa mobiliza a sociedade para reunir tampas plásticas e encaminhá-las ao destino adequado. As tampas percorrem a cadeia da reciclagem, retornam à indústria como matéria-prima e os valores obtidos com a comercialização são destinados integralmente às entidades assistenciais participantes. Ao longo dessa trajetória, mais de 1,1 bilhão de tampinhas já foram arrecadadas, totalizando mais de duas mil toneladas de material. A iniciativa conta atualmente com 2.426 pontos de coleta e já destinou R$ 5,37 milhões em recursos financeiros para 519 entidades assistenciais em dez estados brasileiros.

“Resíduos são recursos. Quando as pessoas compreendem essa lógica, uma atitude individual ganha escala e também inspira quem está ao redor. A mudança de comportamento em massa nasce desse movimento coletivo, com cada pessoa fazendo a sua parte e contribuindo pelo exemplo”, destaca Simara.

A relação entre conhecimento e avanço da circularidade também aparece entre os desafios identificados pela própria indústria. Em outra pesquisa da CNI realizada em 2026, seis em cada dez empresas afirmaram adotar ao menos uma prática de economia circular. Entre as barreiras apontadas pelas indústrias está a necessidade de ampliar o conhecimento dos consumidores sobre práticas relacionadas ao pós-consumo.

O Tampinha Legal é uma realização do Instituto SustenPlást, com patrocínio do Movimento Plástico Transforma. O programa está presente no Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Mais informações estão disponíveis no site e no aplicativo do programa, onde é possível localizar pontos de coleta, entidades assistenciais e empresas participantes.

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